Brazilian Youth Meeting title
MUDAR O QUÊ? PRA QUÊ?
22 Julho 2008
Para buscar respostas às essas perguntas, Iniciativas de Mudança promoveu novo Encontro de Jovens com título ‘Hoje é Dia de Mudar’ em Petrópolis, Brasil.

A idéia era reunir jovens de várias origens, incluindo a família Hartl, da Áustria, em visita ao Brasil durante essas semanas. O evento ocorreu no Sítio São Luiz nos dias 11, 12 e 13 de Julho de 2008, e incluiu momentos descontraídos, apresentação e integração entre pessoas de culturas distintas, quebrando preconceitos.

Atentos, jovens escutam às ações mundiais de IM
Atentos, jovens escutam às ações mundiais de IM (Foto Alexander Carlos)
Os valores morais básicos de IM e suas ferramentas de transformação foram apresentados aos participantes, bem como recentes ações ocorrendo em todo o mundo, mostrando um pouco sobre mediação de conflitos, construção de confiança, treinamento e ação em diferentes setores da sociedade.

Sempre incluindo música e descontração, os indígenas Pataxós mostraram um pouco de sua cultura e louvor a Tupã (Deus). Com dinâmicas e compartilhar de histórias pessoais, seja em grupo seja em conversas informais, foi possível compreender o significado dos sentimentos que guardamos em nossos corações ao longo do tempo, e o resultado disso na construção de nossa individualidade e da sociedade.

“Mais que os problemas e as situações difíceis da vida em geral, precisamos verificar que mudanças em nossas próprias vidas precisamos promover. Sabemos exatamente onde mudar, mas... pra quê? O grande salto de qualidade está quando achamos a resposta” (Pastor Rogério Barbosa, do Rio de Janeiro).

“Nós não estamos nos sentindo completamente felizes. Ao invés de termos pena de nós mesmos, vamos construir um caminho de felicidade. O momento é agora” (Simon Hartl, de Viena).

Experimentando o momento de silêncio e compartilhando pensamentos
Experimentando o momento de silêncio e compartilhando pensamentos (Foto Alexander Carlos)
Um dos jovens contou que, aos 13 anos, perdeu seus pais e, através de colegas, teve influência do crime e das drogas. Quando precisou morar com sua madrinha fora da comunidade onde vivia, percebeu que os valores de seus colegas eram equivocados, e uma nova vida podia ser possível. Hoje ele diz: “Possuo o que posso de fato ter, dou aulas de futebol e construo meus valores”.

Rita Oliveira, do Rio de Janeiro, afirmou que “o perdão é sinal de fortaleza, mais fortaleza que aquele que se negou a perdoar”. Paulo Roberto, da equipe de Iniciativas de Mudança, contou um pouco de sua experiência. Segundo ele, "na vida, precisamos ter objetivos. Se não temos para onde ir, qualquer caminho serve. Contudo, teremos dificuldades financeiras, de saúde, etc. E precisaremos superá-las. Porém, existem obstáculos que somente internamente conseguiremos superar, e para isso precisamos nos conhecer. Em nós há 3 pessoas: a pessoa que os outros vêem, a pessoa que pensamos ser, e a pessoa que precisamos conhecer, o que é possível somente sendo honestos conosco mesmos, e assim só depois partir para superar os outros obstáculos”.

Em visita a comunidade do Naylor, jovens conhecem realidade que mistura carência e esperança
Em visita a comunidade do Naylor, jovens conhecem realidade que mistura carência e esperança (Foto Alexander Carlos)
O evento incluiu uma visita a Comunidade do Naylor, onde foi possível viver por alguns momentos a realidade de pessoas que vêm equilibrando carência e esperança, levando jovens de diversas origens sociais para reflexão sobre diferentes formas de ver a vida.

Ainda no Sítio, uma Festa Caipira com decoração, dança e comida típica foi organizada, onde as diferentes pessoas puderam integrar-se. Um novo encontro é esperado nos próximos meses.
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