Sobre nós

A global network committed to working for change in the world

Uma breve história

Uma rede global comprometida em trabalhar pela mudança no mundo

Uma breve história

Iniciativas de Mudança (IdeM) é uma rede ativa de pessoas de muitas culturas e credos, através de gerações, engajadas no processo de “refazer o mundo”. Foi inicialmente conhecida como Grupo de Oxford, surgindo do trabalho de estudantes universitários no final dos anos 1920. Em 1938, enquanto as nações europeias se rearmavam para a guerra, seu criador, Frank Buchman, clamou por “rearmamento moral e espiritual” como forma de construir um “mundo livre do ódio, do medo e da ganância”. Após a Segunda Guerra Mundial, o Rearmamento Moral (MRA), como ficou conhecido, lançou um programa de reconstrução moral e espiritual para promover mudanças na vida pública e privada, com base na mudança de motivação e caráter.

Tudo começou depois que Frank Buchman, um ministro luterano norte-americano de ascendência suíça, nascido em 1878, passou por uma experiência espiritual de libertação da amargura em relacionamentos cruciais, que alterou o curso de sua vida. A força dessa experiência convenceu Buchman de que o comprometimento moral destrói o caráter e os relacionamentos humanos, e que a clareza moral é um pré-requisito para a construção de uma sociedade justa. Buchman (veja ‘Buchman Online’) alcançou primeiro os estudantes universitários e, na década de 1920, suas ideias criaram raízes em Oxford e em algumas universidades americanas, espalhando-se durante a década de 1930 em muitos setores e em outros continentes. Alcoólicos Anônimos foi estabelecido durante a década de 1930 como resultado direto das experiências libertadoras que algumas pessoas encontraram por meio de seu contato com o Grupo Oxford (download em PDF do artigo de pesquisa de Jay Stinnett). Enquanto a guerra ameaçava a Europa no verão de 1938, Buchman lançou um apelo mundial para o rearmamento moral e espiritual, e o Rearmamento Moral (MRA) foi lançado publicamente na Europa e na América do Norte. Seu objetivo era fornecer um ponto de encontro para forças positivas em todos os países, e suas ideias foram cada vez mais adotadas no foro público. Durante a guerra, centenas de membros da equipe de Buchman alistaram-se nas forças aliadas, enquanto ele e outros passaram um tempo nos Estados Unidos contribuindo para o fortalecimento do moral nacional e planejando a construção da paz.

Mountain House, Caux

Em 1946, o MRA abriu um centro de conferências internacional em Caux, Suíça, tornado possível pela generosidade e trabalho árduo de centenas de cidadãos suíços. Buchman voltou para a Europa consciente de que uma paz mundial duradoura só poderia ser estabelecida com base em uma mudança nas relações pessoais e públicas. Numa época em que qualquer contato com os alemães era extremamente difícil, Buchman e seus colegas convidaram alemães para Caux em um número cada vez maior, entre eles a nova liderança política emergente. Nos quatro anos seguintes, mais de 3.000 alemães e 2.000 franceses vieram a Caux, e seus encontros se tornaram a base de um grande desenvolvimento na reconciliação e reconstrução. Buchman foi condecorado mais tarde pelos governos alemão e francês por sua contribuição para a reconciliação europeia. A história de uma delas, a líder da Resistência, Madame Irène Laure, é contada em vídeo – e também está disponível em livro. As conferências em Caux, e outras semelhantes na Ilha Mackinac, nos Estados Unidos, alcançaram reconhecimento público por meio de várias outras contribuições importantes para o desenvolvimento internacional nos anos do pós-guerra, notadamente o papel desempenhado na reconciliação do Japão com seus vizinhos no Sudeste Asiático, e na conquista da independência de vários países africanos sem maiores derramamentos de sangue. Na década de 1950, elencos de peças apresentando as ideias do MRA estavam viajando por todo o mundo. Centros foram estabelecidos na América Latina, Índia, Japão e vários países da África. Quando Buchman morreu, em 1961, o ex-jornalista e político britânico Peter Howard assumiu a liderança do MRA, mas quatro anos depois ele também veio a falecer. Sem uma liderança claramente identificada para garantir a coesão, diferenças não resolvidas entre aqueles que assumiam a responsabilidade começaram a surgir. Em alguns países, uma nova abordagem foi tentada, concentrando-se na geração mais jovem, e em outros as formas mais tradicionais continuaram. O que havia começado como uma diferença de ênfase tornou-se duas estruturas diferentes, com "Up With People", mais tarde um programa educacional global, derivado do Rearmamento Moral. Após um período de incerteza e dissensão, a confiança foi lentamente restabelecida, com valiosas lições aprendidas.

Asia Plateau

As décadas de 1970 e 80 foram um período de consolidação. Sendo a reconciliação uma necessidade primária em muitas partes do mundo, parte do trabalho do MRA se concentrou no apoio a iniciativas de pacificação na África e na Ásia. Asia Plateau, na Índia, desenvolveu-se como um importante centro internacional para o treinamento de pessoas da indústria, educação e outros setores nacionais. Na Grã-Bretanha, parte do trabalho se concentrou em melhorar as relações industriais nas grandes fábricas de automóveis e aço, importantes na época para a estabilidade econômica, e alguns no crescente multiculturalismo das grandes cidades do país. O colapso do comunismo desencadeou novas necessidades e oportunidades para a reconstrução da democracia no mundo pós-soviético. Este se tornou um grande objetivo na década de 90, ao lado de novas abordagens, como ‘Esperança nas Cidades’, que foi criada para reduzir a divisão racial nos Estados Unidos, campanhas ‘Eleições Limpas’ em Taiwan, Brasil e Quênia, e um preocupação contínua com a criação de uma infraestrutura moral e espiritual para o desenvolvimento tanto nas nações ricas quanto nas mais pobres.

Com a aproximação do novo milênio, houve um reconhecimento mundial de que as palavras ‘rearmamento moral’ não tinham mais a mesma ressonância que tinham em 1938. Em 2001, o novo nome Iniciativas de Mudança (IdeM) foi anunciado à mídia mundial pelo presidente da Fundação Caux, Cornelio Sommaruga (ex-presidente da Cruz Vermelha Internacional) e o professor Rajmohan Gandhi, neto de Mahatma Gandhi. Os centros de IdeM, grandes e pequenos, em cada continente, continuam com suas operações ativas, enquanto novos programas internacionais têm sido estabelecidos para responder às necessidades específicas da sociedade. Embora as formas de expressar a verdade e os métodos de coordenação do trabalho global continuem a mudar à medida que as novas gerações vão assumindo esta particular responsabilidade pela renovação moral e espiritual da sociedade, a filosofia essencial de Iniciativas de Mudança permanece a mesma – a mudança pessoal pode levar a mudanças sociais, políticas e econômicas. Com sua ênfase na experiência mais que na filosofia, ela fornece um foco onde pessoas de diferentes convicções políticas e religiosas podem se encontrar sem comprometer suas próprias crenças e fazer parte de uma rede global comprometida em trabalhar pela mudança no mundo.